http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/v/reforma-trabalhista-tem-que-partir-de-um-verdadeiro-pacto-social-diz-advogado/5293495/
O que é o amor? Me fizeram essa pergunta! E eu não tinha nenhuma resposta pronta. Ao contrário, fiquei confuso com a questão e me pus a refletir sobre o significado dessa expressão que abarca diversos sentimentos e reações físicas no corpo. Li e reli diversos poemas. Me percebi envolto pelas tramas e romances diversos que me trouxeram emoções. Ouvi e cantei músicas. A somatória de todas essas expressões era ainda, para mim, uma gota d’água no meio do oceano...
terça-feira, 2 de maio de 2017
sexta-feira, 17 de março de 2017
Pimentas sobre a tal reforma da previdência! #totalmenteafavor
#totalmenteafavor de que haja uma discussão na sociedade civil - e seus múltiplos segmentos - visando alternativas que sejam viáveis. Sinceramente, não acredito que o atual governo esteja fazendo o dever de casa, estabelecendo uma reforma que privilegie o povo e não o estado;
#totalmenteafavor de que, primeiramente, ocorra uma reforma política. Chega de privilegiar a economia em detrimento dos trabalhadores. É uma inversão da lógica evidenciar sistemas em detrimento das pessoas;
#totalmenteafavor de que não se diminua os direitos adquiridos ao longo da complexa história brasileira;
#totalmenteafavor de que mudanças importantes - econômicas, sociais, previdenciárias, educacionais etc, aconteçam no cenário político a partir de um governo legitimamente eleito pelo povo. O processo interno que levou o atual senhor a assentar-se na cadeira mais importante do país, não atravessa a garganta de ninguém. Esse é o problema das alianças espúrias que partidos fazem para se estabelecer no poder. Enfim, podemos até ensaiar muitas mudanças agora, planejar com mais efetividade e construir saídas que dignifiquem os pobre e não o Estado - essa entidade fictícia;
#totalmenteafavor da máxima: o Estado foi criado para o trabalhador e não o trabalhador para o Estado. Acho que parafraseei alguém importante;
#totalmenteafavor de que o sistema econômico vigente seja mais equilibrado. O grande problema do nosso país é a má distribuição de renda e o repasse das riquezas para exíguos agrupamentos familiares;
#totalmenteafavor de que a relação Casa Grande x Senzala seja minorada dentro de parâmetros sociais e progressistas. Digo minorada, pois não acredito, sinceramente, na erradicação desse ethos social, embora deseje utopicamente, o encerramento dessa relação;
#totalmente a favor de que ninguém espere soluções mágicas para o país, em seu todo. talvez seria a hora de avaliar se, de fato, nosso modelo estatal é capaz de dar conta de um território com 23.102 km de fronteiras terrestres e marítimas;
Para finalizar, digo que não sonho em me aposentar. Enquanto houver fôlego, continuarei lutando pelo que acredito e vivencio. Todavia, uma reforma desse naipe, e da forma como apresentada por políticos e assessores não-confiáveis, é no mínimo comparado a permitir às raposas o cuidado dos galos, das galinhas e dos pintinhos...
Moisés Coppe.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
VIDA ÁVIDA, ÁVIDA VIDA
Amar é viver de forma viva e ávida!
Amo viver porque viver é amar...
Intensamente, com angústia ardente
Tal qual a nau perdida no mar.
Enquanto amo, vivo e sonho,
Pois melhor que viver, é viver e sonhar.
E mesmo quando a vida não acede
Teimoso, insisto até naufragar.
Náufrago, solitário sob o sol e o vento
Deixo as ondas me banharem a alma
Sibila o voo da gaivota azul
Que me encanta gerando-me a calma
A vida é ávida, gente!
E é sempre bom que assim seja...
Ela é graça que nem sempre tem graça,
Mas dá sentido ao que a busca, almeja.
Amo viver porque viver é amar...
Intensamente, com angústia ardente
Tal qual a nau perdida no mar.
Enquanto amo, vivo e sonho,
Pois melhor que viver, é viver e sonhar.
E mesmo quando a vida não acede
Teimoso, insisto até naufragar.
Náufrago, solitário sob o sol e o vento
Deixo as ondas me banharem a alma
Sibila o voo da gaivota azul
Que me encanta gerando-me a calma
A vida é ávida, gente!
E é sempre bom que assim seja...
Ela é graça que nem sempre tem graça,
Mas dá sentido ao que a busca, almeja.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
PEC 55
Há tempos
não escrevo coisa alguma sobre política. Desencanto? Talvez! Embora goste muito
da política clássica, reconhecendo nela os fundamentos essenciais para a vida
social e econômica de uma sociedade, certo é que no nível da política
estrutural orientada pelo Estado, chegamos a um patamar extremado de sandices e
bizarrices.
Estudo
política clássica desde 2004, de forma mais determinada. Gosto de Maquiavel e
Weber, sem desconsiderar Marx e Gramsci. De fato, estes pensadores trouxeram ao
terreno político, boas e importantes contribuições, revelando a política como
ela é. Assim, pessoa alguma, tendo amplo acesso a uma rede grandiosa de
informações sérias e pontuais, pode se afirmar enganada em relação aos
processos políticos que acontecem no mundo, em geral, e no Brasil, em
particular. Todos são eivados de ampla contradição. Aliás, o desenvolvimento da
atividade política é uma síntese de contradições.
Todavia,
acho que chegamos a um nível de contradição extremado. Com a derrubada do
governo Dilma e com a assunção do governo Temer – e é bom que se diga: são dois
governos completamente diferentes –, os sinais que se revelam no país são
assustadores. Celebra-se com veemência a possibilidade de avanço econômico. Líderes
políticos eleitos pelo povo vociferam a necessidade de se retomar o crescimento
econômico e estrutural do Brasil, o que aparentemente é muito bom, passando por
cima de tudo e de todos, sacrificando sistemas basilares como a educação, a
saúde, a assistência social e a cultura. O que está em jogo, no fundo, é a
famigerada busca pelo poder financeiro e a manutenção do status quo para pouquíssimos.
A votação do
texto da PEC 55, antiga PEC 241, na noite de terça-feira, dia 29.11.16, que
congela os gastos públicos por até 20 anos e pisa na Constituição de 1988, foi
aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados e em um único turno pelo
Senado. Essa foi a prioridade do governo Temer, que procura revelar aos
cidadãos brasileiros uma ação simbólica para conter os gastos públicos. O
problema refere-se ao fato de que os gastos públicos estão diretamente ligados
às políticas sociais que visam, enfim, cuidar definitivamente do bem estar dos
mais empobrecidos na sociedade. De fato, a redução significativa dos
investimentos com a educação e a saúde é o grande senão da PEC 55, por um fator
emblemático: setores privados se estimularão amplamente, se aninhando aos
espaços públicos para produzir o simulacro. Sim! Todo esse esforço do
Legislativo visa, tão somente, promover ações e discursos que favorecerão um
grupo minoritário e economicamente dominante. Por exemplo, ouvimos falar, pela
boca pequena, da transformação do SUS em um plano de saúde popular. Assim, mais
uma vez, se pisará na Constituição Federal, que afirma o papel do Estado na
defesa dos direitos basilares dos cidadãos.
Os
favoráveis à PEC 55 dizem que as medidas são necessárias. Necessárias para
quem? Logicamente, aos que possuem interesses mercadológicos e que fazem
questão de manter as desigualdades evidenciadas em nome de um direito para
todos. Se o direito é para todas as pessoas, em um nível de igualdade, os
grupos empobrecidos, que são a maioria, ficam mais distantes das possibilidades
de melhoria das suas próprias vidas. O princípio que deve reger toda a lógica
sociopolítica é o de afirmar os direitos daqueles que menos possuem,
melhorando, por exemplo, a distribuição de renda. Todavia, o que ocorre é o
contrário. É uma luta inglória.
Ademais, e
talvez este seja o ponto mais crítico, a PEC 55 é uma interferência audaciosa à
Constituição. Em outras palavras, é um anúncio explícito de um Golpe de Estado.
Manifestam-se
contra esse golpe na Constituição, diversos segmentos da sociedade civil, como
por exemplo: a Campanha Nacional pelo
Direito à Educação, o Movimento Todos
pela Educação, o Instituto Alana,
o Movimento Interfóruns de Educação Infantil
do Brasil, a Rede Nacional Primeira
Infância e a União Nacional dos Dirigentes
Municipais de Educação.
Buscando uma
referência mais técnica e crítica, o Centro
de Referências em Educação Integral preparou cinco argumentos contrários à
PEC 55. São eles:
1. A PEC 55 fere a soberania e o voto
popular. Mesmo que um novo presidente seja eleito em 2018, somente poderá fazer
alguma revisão na proposta em 2027. Assim, um chefe do Executivo, legal e
legitimamente eleito, não terá a possibilidade de definir os limites e as ações
mais expressivas do seu governo, principalmente se quiser melhorar saúde e
educação;
2. Nenhum país do mundo definiu, por
lei, limite de gastos públicos: existem em outros países – Holanda, Dinamarca,
Finlândia e Suécia, por exemplo – acordos políticos para controle de gastos
públicos, mas nunca uma pauta de lei. Nenhum país impõe limites á Constituição
como se está fazendo aqui no Brasil. Ademais as experiências dos referidos
países definiram os gastos com percentuais acima da inflação, e não como
correção;
3. A PEC 55 vai aprofundar a
desigualdade e a justiça social: como já abordamos anteriormente;
4. Os gastos brasileiros com saúde,
educação e assistência social não estão fora de controle: portanto, trata-se de
uma falácia para justificar as ações do novo governo;
5. Ao invés de se mexer na saúde e
educação, torna-se urgente mexer na estrutura tributária: Os economistas são
unânimes em afirmar que o atual problema da economia reside na forma de
arrecadação e tributação e não nos gastos sociais. Assim, o Estado pode
arrecadar mais por intermédio de impostos. O problema é que os donos de capital
teriam que pagar mais impostos. Há um desiquilibrio tributário. Segundo o
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, os mais pobres pagam 32% de
impostos enquanto os mais ricos pagam apenas 21%.
As questões
que envolvem a PEC 55 estão longe de uma resolução, mesmo porque grande gama da
população está passiva frente a tudo o que está acontecendo no Congresso e
Senado. As manifestações estão acontecendo, mas não contam com o apoio maciço
dos que gostam de “bater panela”, sequer dos que não batem também. Um restrito
grupo de trabalhadores, sindicalistas, professores e alunos tem se manifestado
publicamente, sendo rechaçado pelo poder executivo, vitimados e violentados pela
polícia. Mas o problema principal não está sendo tratado. Segundo Marcus de
Aguiar Villas-Boas, doutor pela PUC-SP, em artigo na Carta Capital, os “defensores da PEC usam uma cortina de fumaça
para fugir do real problema, ao criticar quem infla o valor dos juros com os
valores da dívida rolados. A questão é que o País está pagando dívida, juros
altíssimos e contraindo nova dívida, o que não gera retorno. É um círculo
vicioso que provoca enorme aumento das despesas estatais. O déficit brasileiro
não estourou por conta das despesas primárias, que crescem regularmente desde
1997, apesar de que poderiam ser otimizadas: reduzir corrupção e má eficiência,
por exemplo, para gastar melhor”.
Dessa forma,
torna-se vital mudar o eixo da prosa para entender que a PEC 55 aponta um
problema irreal, para favorecer o enriquecimento dos que já estão com o bolso
cheio de dinheiro.
O fim dessa
história, mesmo para os cegos que não conseguem ver coisa alguma, é um só: o
aumento da desigualdade entre ricos e pobres. E para aqueles que acham que tais
medidas vão solucionar a crise, mero engano. O acirramento será cada dia maior,
pois o que se busca de fato é um Estado que se configure como Welfare State e dignifique os seus
cidadãos pobres, mesmo porque o hiato historicamente gerado inerente a
segregação social é fruto da acumulação de bens por parte de poucos. O mal
estar social se estabelece entre nós brasileiros e os tempos vindouros não
serão tão salutares. Se as vacas estavam vistosas no pasto, agora vão secar...
e morrer...
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
SINTO-ME
Sinto-me equivocado
Vivendo num mundo equivocado
Dotado de pessoas que me ajudam a ampliar meus equívocos!
Sinto-me errado
Vivendo num mundo errado
Dotado de pessoas que me ajudam a ampliar meus erros!
Sinto-me deslocado
Vivendo num mundo deslocado
Dotado de pessoas que me ajudam a ampliar meus
deslocamentos!
Sinto-me confuso
Vivendo num mundo confuso
Dotado de pessoas que me ajudam a ampliar minhas confusões!
Sinto-me perplexo
Vivendo num mundo perplexo
Dotado de pessoas que me ajudam a ampliar minhas perplexidades!
Sinto-me angustiado
Vivendo num mundo angustiado
Dotado de pessoas que me ajudam a ampliar minhas angústias!
Sinto-me atormentado
Vivendo num mundo atormentado
Dotado de pessoas que me ajudam a ampliar meus tormentos!
Sinto-me, enfim, sem sentido
Vivendo num mundo sem sentido
Dotado de pessoas que me ajudam a ampliar minha momentânea
ausência de sentido...
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
PENSAMENTO EM MEIO AO PARCO SOL
O sol é parco.
As nuvens opacas,
Mas o sorriso amigo
Torna tudo colorido.
Somos seres que desejam
O apego sobrenatural
Que nos dá sustentação
Nos difíceis dias de aflição.
Mas não há de ser nada
O amor frágil e pequenino
Sobrevive ante a tempestade
Desfazendo a ansiedade...
Tudo é calmo
Sereno dia de sol parco
Uma criança brinca
Eu penso em você...
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Contentamentos...
Seu dia! seu tempo! Em tudo, sua hora.
Dia de celebrar!
Tempo de recriar!
Hora de se refazer!
Celebrar a vida, Recriar as relações, Refazer as utopias!
Vida que passa a cada dia!
Relações que se valorizam no tempo!
Utopias que lampejam a toda hora!
Nos dias que se passaram e que chegarão
No tempo que era ontem e já é amanhã
Na hora que se encanta com simplicidade e sorrisos.
Enfim, contentamentos!
Dia de celebrar!
Tempo de recriar!
Hora de se refazer!
Celebrar a vida, Recriar as relações, Refazer as utopias!
Vida que passa a cada dia!
Relações que se valorizam no tempo!
Utopias que lampejam a toda hora!
Nos dias que se passaram e que chegarão
No tempo que era ontem e já é amanhã
Na hora que se encanta com simplicidade e sorrisos.
Enfim, contentamentos!
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
O TEMPO NO OLHO
Moisés Coppe
Meu olho que
não vê, vê além do que precisa ser visto
Vê o tempo
passando lentamente, junto às nuvens espraiadas no urano.
O azul até
acalma os sentidos, mas o cinza insiste em machucar a alma.
Os cães
famintos e raivosos não se prendem ao âmago do ser. Eles avançam.
Um misto de
insanidade e agonia se instaura em meu semblante. Meu olho vai ser devorado.
Ouso
caminhar contra a ferocidade dos insanos que querem possuir o que não tenho.
Minha
respiração não é pausada, no meu peito pulsa a máquina de carne.
Sinto o
fluido rubro percorrer o corpo. Os músculos retesados não cedem ao relaxamento.
Deito-me num
leito de ansiedades e me debato como um louco que não quer ser contido.
Deflagro
meus intentos mais íntimos e os vejo expostos diante de mim. Tenho medo. Pavor
e assombro me lançam ao canto das paredes mofadas. Minhas narinas ficam
sufocadas e o cheiro dos fungos me provoca o nojo.
Quero o sol
e o seu calor. Quero o brilho intenso do fogo e o seu abraço aquecido nas
noites desérticas. Meu ser em si quer trégua.
Levanto
simbolicamente a bandeira branca num ato solitário, desejando cessar a batalha.
Quero o mesmo intento do meu inimigo que não existe. Todavia, ele insiste em
continuar.
Saio da
trincheira com o peito aberto. Desnudo, insisto alcançar tudo o que quero, sem
saber muito bem pelo que de fato lutar.
Se espero
algo do futuro? Acho que o futuro vai ter que esperar o que dele posso esperar.
O tempo
continua passando e eu o vejo, a cada momento mais perplexo.
Cheio do incerto
em minhas incontidas sérias bobagens, me detenho à beira do rio, só pra ver as
bolhas do fundo profundo e o fluxo que não há de cessar.
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