As chuvas chegaram fortes à cidade de Juiz de Fora – MG. Interessante notar como todas as nossas potências são insuficientes para deter os fenômenos da natureza. Interessante também notar como somos seres vulneráveis, mesmo com todas as nossas pretensões de autonomia.
Além da nossa impotência frente aos fenômenos naturais, sofremos também com a falta de infra-estrutura e de políticas públicas no campo da defesa civil em nossos contextos urbanos. Milhares de pessoas que perderam bens materiais diversos tentam salvaguardar, pelo menos, a dignidade e cuidar dos poucos itens que lhes restaram. O que mais me implica neste processo é o surgimento dos buracos!
Ora, não falo dos buracos mágicos que surgem de uma hora para a outra nos asfaltos e ruas, vielas e calçadas da cidade, complicando as vias públicas. Falo sim, dos buracos que surgem na vida das pessoas em diversas localidades das mais distintas cidades do nosso país tão sofrido.
Na hora em que famílias inteiras são abaladas pelos fenômenos naturais e acabam perdendo seus bens simbólicos e materiais, a indiferença de muitos políticos é de doer. A desculpa é sempre em relação ao crescimento desordenado das vilas e bairros das cidades. De fato, há situações indevidas que infelizmente foram geradas pela ausência do Estado e dos poderes públicos. O crescimento desordenado é, antes de tudo, um dado que demonstra a ausência de um planejamento para a vida das pessoas que pagam seus impostos. São poucas as cidades que podem se gabar desse planejamento. Em minha concepção, deveria existir um maior engajamento público dos representantes para com os cidadãos. Se os recursos não estiverem sob a mesa dos interesses puramente econômicos e eleitoreiros, poderão estar à disposição para planejamentos mais ousados que, por tão conscientes, contarão inclusive com o apoio dos cidadãos. Penso, não de forma utópica, no critério de co-participação de todos no tecido social, em busca dos interesses comuns, visando sempre o bem-estar de todos.
Os buracos que se instalam na vida das pessoas não são cicatrizados com facilidade. É claro que, em nosso caso brasileiro, a força da superação é sempre evidente. No meio das dificuldades, o brasileiro sempre encontra um jeitinho de superar-se. Mas isso só não basta! E não basta também a solidariedade tão nobre que se amplia frente ao caos que se instaura. É preciso algo mais!
Espero, sinceramente, que no decorrer dos tempos, novas políticas públicas participativas surjam com o intuito de minorar situações complexas. Quem sabe assim, com gestos políticos concretos, não consigamos evitar os buracos. Não os das ruas que são chatos também, mas prioritariamente os que se instalam na vida e nas almas das pessoas.
O que é o amor? Me fizeram essa pergunta! E eu não tinha nenhuma resposta pronta. Ao contrário, fiquei confuso com a questão e me pus a refletir sobre o significado dessa expressão que abarca diversos sentimentos e reações físicas no corpo. Li e reli diversos poemas. Me percebi envolto pelas tramas e romances diversos que me trouxeram emoções. Ouvi e cantei músicas. A somatória de todas essas expressões era ainda, para mim, uma gota d’água no meio do oceano...
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
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