quinta-feira, 30 de julho de 2020

SE O AMOR...


Se o amor é uma dimensão boa e acolhedora,
Por que razão se torna o algoz daqueles que se pretendem livres para amar?

Se o amor é pássaro livre, em voo e canto solto e encantador,
Por que deixá-lo preso no templo de uma gaiola de arames enferrujados?

Se o amor é um barco construído, preparado e pintado para enfrentar o amar bravio e as intempéries,
Por que deixá-lo preso ao cais?

Se o amor é vento que corre, sopra e invade onde quer,
Por que condicioná-lo em dutos hermeticamente fechados?

Se o amor é fogo que arde, brilha e consome,
Por que reduzi-lo à chama de uma vela, tão somente?

Se o amor é mata selvagem a invadir as cidadelas e vilarejos,
Por que contê-lo em um rústico jardim?

Se o amor é fera indomável e faminta,
Por que enquadrá-lo e domesticá-lo em um circo de horrores?

Se o amor pode trazer a paz e a calmaria,
Por que se transforma naquele instante, num palco de guerra?

Se o amor é desejo e prazer pelo corpo do outro,
Por que se transubstancia em asco e repulsa?

Se o amor nasce tão grande,
Por que se apequena no decorrer dos tempos?

Se o amor é o beijo molhado,
Por que se alinha também ao ressecamento da língua?

Se o amor é o unguento prometido no orgasmo,
Por que provoca feridas ardidas num suicídio reticente?

Se o amor é o encontro,
Por que ele mesmo provoca tanto desencontro?

Se o amor é,
Por que não seria?

Se o amor vem,
Por que partiria?

#façaoamoracontecer

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Revista Foco da Fé


Com alegria, quero compartilhar com os amigos mais uma publicação.
Agradeço aos autores e aos co-organizadores pela parceria. Valeu Moisés Coppe e Leonor Araujo.

https://asebabaolorigbin.files.wordpress.com/2020/06/religic3a3o-2020-final-1.pdf

Pedacinhos de Eternidade em nossa pequena existência

    Somos seres que colecionam memórias e, por esta razão, guardamos em caixas ou gavetas, ou em caixinhas nas gavetas, alguns objetos ou ...