O que é o amor? Me fizeram essa pergunta! E eu não tinha nenhuma resposta pronta. Ao contrário, fiquei confuso com a questão e me pus a refletir sobre o significado dessa expressão que abarca diversos sentimentos e reações físicas no corpo. Li e reli diversos poemas. Me percebi envolto pelas tramas e romances diversos que me trouxeram emoções. Ouvi e cantei músicas. A somatória de todas essas expressões era ainda, para mim, uma gota d’água no meio do oceano...
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Vela apagada na noite escura
Já tive a oportunidade de tatear no escuro. Confesso que o sentimento que me envolveu no momento de minha perdida busca foi dos mais complexos e terríveis. Não é fácil ficar sem a luz. Aliás, o mundo só existe por causa da luz. Sem luz, nada do que existe, é.
Aconteceu tal situação de tateamento por causa de um descolamento de retina ocorrido em 2004. Nessa época, percebi nitidamente o drama de se desejar luz na escuridão.
No campo da existência e das realizações, coisa igual ocorre, mas aqui, os monstros imaginários assustam. No escuro, tudo é labiríntico e o Minotauro aguarda, espreita, bufa com insano instinto. Não quero encontrá-lo. Não saberei como vencê-lo.
Luzes e lanternas não servem, pois já não são encontradas, não existem e o vento insiste em diminuir, extenuar, apagar enfim, o sibilar da pequena chama no cabedal de uma vela.
A vela se apaga.
A ela continua apagada. Já foi usada em alguma crise passageira, e já não há fogo de esperança que a faça luzir novamente.
Assim, continuo bravamente a tatear.
Eu sei que em algum momento, a angústia que me atormenta passará. Se esmiuçara em fuligens que serão dispersadas pelo vento da imaginação. Somente a imaginação pode me fazer vislumbrar situações diferentes diante do meu caminho. As minhas "virtús" não bastam para a resolução da escuridão da minha trajetória. Preciso da "fortuna". Valei-me bom Maquiavel pois o que me resta é, tão somente, a vontade pela "fortuna", o acaso, o inusitado.
E mesmo que a vela nunca mais se acenda, continuarei a confabular com minha imaginação. E ela já não me amedronta na escuridão. Mesmo me apresentando os monstros imaginários, insisto em vencê-los. Preciso superar-me. A vela continua apagada na noite escura, mas eu sei, em algum momento, o dia raiará. Assim espero, contra a esperança.
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