quinta-feira, 18 de junho de 2020

Revista Foco da Fé


Com alegria, quero compartilhar com os amigos mais uma publicação.
Agradeço aos autores e aos co-organizadores pela parceria. Valeu Moisés Coppe e Leonor Araujo.

https://asebabaolorigbin.files.wordpress.com/2020/06/religic3a3o-2020-final-1.pdf

sábado, 13 de junho de 2020

O Clube Santo - Wesley



“Nasceu em 1729, com Charles Wesley, William Morgan e Bob Kirkham, que passaram a se reunir com muita regularidade e a se animarem mutuamente para determinadas atividades religiosas e acadêmicas. A partir de junho do mesmo ano, com o retorno de John Wesley, o grupo se fortalece e se organiza de forma definitiva. No seu Journal, de março de 1730, Wesley anota algumas atividades realizadas pelo grupo: reuniões na noite de terça-feira, no quarto do irmão Charles; na quinta-feira, reunião à noite no quarto de Bob Kirkhan; no sábado, reunião no quarto de John. Durante a semana os quatro amigos estudavam os clássicos, como Horácio, Juvenal e Terence, aos domingos à noite liam obras de teologia, além de participar dos cultos realizados na capela da Universidade. Afora dessas atividades diretamente relacionadas à vida acadêmica, naquele mesmo ano de 1730, o grupo passa a desenvolver inúmeras atividades de apoio a pobres, presos e demais necessitados. O termo Clube Santo foi cunhado como ironia e logo surgiram outros, também de caráter zombeteiro, como Clube Religioso, Traças da Bíblia, etc”. (José Carlos Barbosa, Adoro a Sabedoria de Deus, Editora UNIMEP, Piracicaba - SP, 2002, Pág. 382).

 “Esse amor pelos pobres havia nascido durante o período do Clube Santo, em Oxford. Começara com John Morgan, um irlandês integrante do grupo que desenvolvia inúmeras ações beneficentes. Ele ensinava crianças órfãs, cuidava de pobres e idosos e visitava prisões. Foi Morgan quem incentivou o grupo a desenvolver algumas atividades nessa direção. Por insistência dele, em 24 de agosto de 1740, Wesley e o irmão visitaram a Prisão do Castelo”. (José Carlos Barbosa, Adoro a Sabedoria de Deus, Editora UNIMEP, Piracicaba - SP, 2002, Pág. 19).

            Wesley durante toda a vida se interessou muito pela necessidade de alimentar quem tinha fome, agasalhar quem não tinha vestimentas e levantou ofertas para atender a essas e outras necessidades dos mais pobres.

            “A partir do ano 1727 o irmão Carlos reuniu alguns estudantes para participarem ativamente e diligentemente da adoração a Deus e viverem a vida cristã com seriedade e propósito. Estas reuniões, em Oxford, ficaram conhecidas como ‘o Clube Santo’, ‘os traças da Bíblia’ e ‘os Metodistas’ -porque estes jovens, evidentemente, viveram suas vidas sistematicamente disciplinadas e, para as pessoas de fora, seguindo um método (o nome da nossa Igreja Metodista inicialmente não foi um nome de honra, mas uma alcunha!” (Estudos sobre o Metodismo, Coletânea Nordestina Vida e Missão, Volume 3, Ulrich Jahreiss, Sede Regional da REMNE, Recife - PE, Pág. 12).

            “Aqueles estudantes não só leram a bíblia, especialmente o Novo Testamento em grego, mas também fizeram leitura dos filósofos gregos e medievais e dos ‘Pais da Igreja’, jejuaram nas quartas e sextas-feiras (uma prática da Igreja Primitiva!), examinaram a sua própria vida e assistiram regularmente os cultos da Igreja Anglicana”. (Estudos sobre o Metodismo, Coletânea Nordestina Vida e Missão, Volume 3, Ulrich Jahreiss, Sede Regional da REMNE, Recife - PE, Pág. 12).

            “Mas não só foi um estudo comunitário, uma edificação mútua e interna, realizaram também atividades fora do grupo de estudo e da convivência comum. Os ‘Metodista de Oxford’ iniciaram visitas semanais às cadeias, para mostrar a sua solidariedade e oferecer consolação; ajudaram também os parentes dos presos com refeição e roupas. Eles atenderam os ‘meninos e meninas da rua’ que vagavam pelas ruas sem cuidados e sem escola. Com seus poucos recursos contrataram professores para aqueles meninos/as”. (Estudos sobre o Metodismo, Coletânea Nordestina Vida e Missão, Volume 3, Ulrich Jahreiss, Sede Regional da REMNE, Recife - PE, Pág. 12).

            “Os primeiros ‘Metodistas’ de Oxford praticaram exercícios de piedade e obras de misericórdia, mas ainda não era o Metodismo o qual deve seu início como movimento Metodista mais ou menos dez anos mais tarde - propagando a salvação pela graça, mas foi muito decisivo para o Metodismo posteriormente: O ambiente de estudo e de aprendizagem; relacionar e unir uma piedade bíblica com um saber sólido e racional; a grande estima de trabalhar em pequenos grupos; o não esquecimento da relação entre piedade pessoal e prática social (a ‘ação social’). Estes seis anos (1729 - 1735) do Metodismo Primitivo de Oxford trouxeram convicções fundamentais para o Metodismo mais tarde - mas ainda faltou a fé libertadora e salvadora, mas foram tempos de ‘treinamento’ para o trabalho futuro”. (Estudos sobre o Metodismo, Coletânea Nordestina Vida e Missão, Volume 3, Ulrich Jahreiss, Sede Regional da REMNE, Recife - PE, Pág. 13).

            João Wesley nasceu em 17 de junho de 1703. No seu “Journal”, sob data de Sexta-Feira, 19 de Maio de 1738, ele escreve sobre a época do Clube Santo:

            “Em 1730 comecei a visitar as prisões, assistir os pobres e os enfermos da cidade [de Oxford] e fazendo todo o bem possível, pela minha presença ou pelos meus parcos recursos financeiros, aos corpos e almas de todas as pessoas. Para isso, eu me neguei todas as coisas supérfluas, e muitas que são chamadas necessárias, da vida. Logo me tornei um objeto de desprezo geral por assim fazer, e me regozijei que meu nome fosse lançado fora como mal. Na próxima primavera eu comecei a observar os jejuns de quarta e sexta-feira, comumente observados na igreja antiga, não provando nenhuma comida até três da tarde. E então não sabia como ir mais longe. Diligentemente lutava contra todo o pecado. Não omitia nenhuma forma de abnegação que achava justa; usava cuidadosamente tanto em público quanto em particular, todos os meios da graça e em todas as oportunidades. Não omitia nenhuma oportunidade de praticar o bem e, por isso, sofria o mal. Sabia que tudo isso não era nada, a não ser se dirigida em direção da santidade íntima. Portanto meu alvo em tudo isso era a imagem de Deus, por fazer a sua vontade e não a minha própria. No entanto, depois de continuar por alguns anos nesse caminho, quando eu me via perto da morte, não pude descobrir que tudo isso me desse qualquer conforto ou segurança de minha aceitação por Deus. Fui muito surpreso com isso, pois não imaginava que tinha estado construindo todo esse tempo sobre a areia e nem percebia que ‘ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto’ por Deus ‘o qual é Jesus Cristo’”. (Metodismo Brasileiro e Wesleyano, Duncan Alexander Reily, Imprensa Metodista, São Bernardo do Campo - SP, 1981, Pág. 67 - 68).

            “Em 1730, João havia começado a ler Serious Call to a Devout and Holy Life de William Law (Sério chamado a uma vida devota e santa - 1729)... Nesta época, a esperança da salvação, para Wesley, estava firmada na confiança da sinceridade de seu próprio desejo de ter uma vida cristã e confiança nas promessas de Deus como ele as entendia. Sua segurança da salvação baseava-se sobre o que ele definia como ‘a esperança de nosso chamado: para saber que nossa esperança é a sinceridade, não a perfeição; não agir bem, mas o melhor possível’ (Letters 25: 318). Essa linha de conduta, fazer o melhor possível, envolveu as atividades de Wesley nessa época e lhe deu forças para perseverar apesar da crítica adversa de muitos grupos e o insidioso reconhecimento de suas próprias falhas.. Entretanto, este seria dificilmente um tipo de esperança ou segurança que pudesse acalmar uma alma honesta e introspectiva, convencida (como Wesley estava) de que não há atos indiferentes - que cada ação tem um valor moral, bom ou mau. Ainda que ele negasse a perfeição (aqui entendida como obediência perfeita) quer como padrão ou alvo na vida, a intensa confiança sobre sua própria sinceridade em faze das constantes escolhas morais, colocava uma carga igual de responsabilidade sobre ele. Esta combinação de pontos de vista iria, por algum tempo, produzir mais ansiedade do que segurança em Wesley e levaria a u crescente modelo compulsivo de atividade que tinha um projeto aparente mas nenhum objetivo claro. Seu primeiro interesse era a pureza interior do coração estimulada pela meditação sobre as virtudes, mas ele e seus amigos eram freqüentemente caracterizados pela preocupação com as manifestações externas dessas virtudes, de acordo com certas regras e métodos. A piedade meditativa entre os metodistas começou a ser vista, pelos seus colegas, como a legalista justificação pelas obras”. (Wesley e o Povo Chamado Metodista, Richard P. Heitzenrater, EDITEO, PASTORAL BENNETT, São Bernardo do Campo - SP, Rio de Janeiro - RJ, 1996, Pág. 43).

            “Seguindo a liderança de Clayton e o modelo das sociedades religiosas, os membros individuais do grupo de João formaram outras células de pessoas interessadas em buscar seriamente o estudo e um viver santo. Carlos estabeleceu pelo menos um grupo no Christ Church, formado por seu colega Henry Evans e u amigo do Queen’s College, Benjamim Ingham. Antes do final do ano, havia outros grupos ao redor da universidade, de maneira que, no total, mais de quarenta pessoas estavam associadas ao metodismo de Oxford nos cinco anos do envolvimento de Wesley na universidade. Alguns deles tinham vinte anos ou pouco mais, mas muitos ainda eram adolescentes, alguns com apenas catorze anos. Estes homens da universidade representavam oito colleges: Christ Church, Lincoln, Queen’s, Brasenose, Pembroke, Merton, Magdalen e Exeter. Além desses, os metodistas também estavam relacionados a um grupo  na cidade, encabeçado por Miss Potter, que tinha algumas diferenças com Wesley e atraia alguns de seus seguidores descontentes”. (Wesley e o Povo Chamado Metodista, Richard P. Heitzenrater, EDITEO, PASTORAL BENNETT, São Bernardo do Campo - SP, Rio de Janeiro - RJ, 1996, Pág. 49).

            “Alguns dos grupos mais tarde se subdividiram. Ingham começou seu próprio grupo no Queen’s, que envolvia cerca de doze pessoas, principalmente de seu próprio college. O diário de Ingham indica que eles se reuniam regularmente em diferentes combinações, com seis ou sete, em alguns grupos, e com dois ou três, em outros pequenos grupos. Algumas pessoas participavam de dois ou três grupos diferentes cada semana: Ingham parece ter se reunido pessoalmente com a maioria desses grupos, além de se encontrarem com o grupo de Carlos Wesley no Christ Church. Ingham nunca se reuniu com o grupo central de João Wesley, embora, por um ano, tivesse sido um ativo metodista em Oxford”. (Wesley e o Povo Chamado Metodista, Richard P. Heitzenrater, EDITEO, PASTORAL BENNETT, São Bernardo do Campo - SP, Rio de Janeiro - RJ, 1996, Pág. 49).

            “Outra característica do metodismo em Oxford torna-se evidente no diário de Ingham. As várias regras e métodos que dirigiam as atividades dos metodistas geralmente originavam-se no grupo de João Wesley (embora não necessariamente, como já vimos, com João Wesley pessoalmente) e eram passados para os outros grupos, depois de terem sido testados. Ingham aprendeu com Carlos o método de manter um diário, as resoluções gerais, as resoluções para a Quaresma, a relação das questões para auto-exame, e uma variedade de outras práticas que ele depois passou para os membros de seu próprio grupo no Queen’s”. (Wesley e o Povo Chamado Metodista, Richard P. Heitzenrater, EDITEO, PASTORAL BENNETT, São Bernardo do Campo - SP, Rio de Janeiro - RJ, 1996, Pág. 49).

            “É considerado por alguns que a origem do metodismo foi o Clube dos Santos, aquele grupo que João e Carlos Wesley formaram em Oxford, em seus tempos de estudantes, e que mediante regras estritas de vida religiosa e de conduta, se buscava alcançar um alto grau de piedade cristã. Mas o certo é que o Clube dos Santos representa uma atividade anterior ao nascimento do metodismo, e tem uma índole diversa”. (Gênero e Espírito do Metodismo Wesleyano, Gonzalo Báez Camargo, Imprensa Metodista, São Bernardo do Campo - SP, 1986, Pág. 16).

            “Clube dos Santos não era o caminho. Foi para Wesley o que a vida monástica e as penitências conventuais haviam sido para Lutero: um caminho equivocado para satisfazer as necessidades da alma. Porque era, todavia, o caminho da justificação pelas obras. Não. O metodismo não nasceu nas reuniões do Clube dos Santos, porém nasceu naquela pequena capela dos moravianos da rua Aldersgate. Não foi um sistema de regras e uma autodisciplina, mas foi um ‘calor estranho’ no coração”. (Gênero e Espírito do Metodismo Wesleyano, Gonzalo Báez Camargo, Imprensa Metodista, São Bernardo do Campo - SP, 1986, Pág. 16).

            “O Clube dos Santos era um esforço perfeccionista. Certamente de inspiração religiosa. Porém buscava agradar a Deus mediante uma boa conduta e nada mais. Era buscar a salvação por meio das obras da lei moral e do preceito religioso. Depois de Aldersgate, Wesley viu claramente aquele erro. Com respeito àqueles dias escreveu mais tarde: ‘Eu pregava muito, mas não via fruto de meus labores. Realmente, não era possível que eu o tivesse, porque eu não punha o fundamento do arrependimento, nem de crer no Evangelho’”. (Gênero e Espírito do Metodismo Wesleyano, Gonzalo Báez Camargo, Imprensa Metodista, São Bernardo do Campo - SP, 1986, Pág. 16 - 17).

            “Quando regressava á Inglaterra, depois de sua falida experiência de missionário na Geórgia, escrevia também: ‘Eu fui à América converter aos índios. Mas quem converterá a mim? Quem me livrará deste coração perverso e incrédulo? Tenho uma formosa religião de verão. Posso falar dela. Até posso crer nela, enquanto está longe o perigo, mas logo que a morte me olha cara a cara, meu espírito se acovarda. Eu não posso exclamar: Para mim o morrer é lucro!’”. (Gênero e Espírito do Metodismo Wesleyano, Gonzalo Báez Camargo, Imprensa Metodista, São Bernardo do Campo - SP, 1986, Pág. 17).

            “O Clube Santo, em Oxford, é freqüentemente visto como um exemplo de sociedade anglicana: tinha regras redigidas pelos membros e seguia a prática do uso de orações estabelecidas pela tradição anglicana. A participação regular nos sacramentos era condição para fazer parte dele. Eles não apenas recolhiam o dinheiro para os pobres, como as Sociedades normalmente faziam, mas serviam-lhes - aos pobres e aos prisioneiros e suas famílias - direta e pessoalmente. Um dos membros mais influentes do Clube Santo, John Clayton, opunha-se a que fossem identificados como uma sociedade anglicana, pois temia que isso enfraquecesse sua rigorosa concepção, baseada na disciplina e culto da Igreja Primitiva, isto é, a igreja dos cinco primeiros séculos. Contudo, a noção de sociedade fornecia um modelo eclesial básico pelo qual os metodistas de Oxford podiam se ver como um movimento disciplinado de renovação dentro da Igreja. Nas sociedades metodistas que se seguiram, Wesley freqüentemente usava a retórica da recuperação da fé e da prática do ‘cristianismo primitivo’”. (A Nova Criação, Theodore Runyon, EDITEO, São Bernardo do Campo - SP, 2002, Pág. 151).

            “A ênfase que o metodismo nascente concedeu à experiência religiosa conduz-nos a buscar, no itinerário biográfico de João Wesley, as marcas mais evidentes de sua espiritualidade. Cabe destacar nesse contexto, três momentos relevantes, dir-se-ia paradigmáticos, da vida de Wesley”. (Fazendo teologia numa perspectiva wesleyana, José Carlos de Souza, CAMINHANDO, 300 anos John Wesley, Revista da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista, Universidade Metodista de São Paulo - UMESP, Ano VIII, nº 12 - 2º semestre de 2003, EDITEO, São Bernardo do Campo - SP, 2003Pág. 131).

            “Em primeiro lugar (não em ordem de importância, claro está), situa-se o que muitos historiadores denominam como a sua primeira conversão. Trata-se da resolução tomada no ano de 1725 quando, após a leitura de Tomás Kempis, Jeremy Taylos e outros autores inseridos na ‘tradição do viver santo’, Wesley decide entregar-se à busca da santidade completa. O clube santo, fundado por seu irmão em 1729, criou o espaço comunitário para que essa decisão pudesse ser desenvolvida, aperfeiçoando a via na qual ela deveria prosseguir, os atos de piedade e as obras de misericórdia”. (Fazendo teologia numa perspectiva wesleyana, José Carlos de Souza, CAMINHANDO, 300 anos John Wesley, Revista da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista, Universidade Metodista de São Paulo - UMESP, Ano VIII, nº 12 - 2º semestre de 2003, EDITEO, São Bernardo do Campo - SP, 2003Pág. 131 - 132).

            “Outro momento marcante, sem sombra de dúvidas, é a experiência de 1738 que põe fim à angustiante crise vivida por Wesley, principalmente depois de seu regresso das colônias inglesas na América do Norte, onde servira como missionário. É bom dizer que dificilmente se poderia subestimar o valor do coração aquecido na trajetória de Wesley sem cair em preconceitos e generalizações, na medida em que essa experiência imprimiu uma nova orientação à sua vida bem como ofereceu novos rumos à sua prática pastoral e reflexão teológica”. (Fazendo teologia numa perspectiva wesleyana, José Carlos de Souza, CAMINHANDO, 300 anos John Wesley, Revista da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista, Universidade Metodista de São Paulo - UMESP, Ano VIII, nº 12 - 2º semestre de 2003, EDITEO, São Bernardo do Campo - SP, 2003Pág. 132).

            “Não obstante, esse episódio nem o levou a rechaçar os ideais firmados no passado, nem o conduziu a fechar os olhos para novas experiências no futuro. Assim, ocorreu o seu encontro com o povo em 1739, ocasião em que, após relutar interiormente, acabou por aceitar o convite de George Whitefield para pregar nos campos de Bristol. O significado dessa escolha pode ser avaliado pelo texto que Wesley selecionou para o sermão: ‘O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para pregar o evangelho aos pobres...’ (Cf. Lc. 4: 18ss)”. (Fazendo teologia numa perspectiva wesleyana, José Carlos de Souza, CAMINHANDO, 300 anos John Wesley, Revista da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista, Universidade Metodista de São Paulo - UMESP, Ano VIII, nº 12 - 2º semestre de 2003, EDITEO, São Bernardo do Campo - SP, 2003Pág. 132).

            “Retomando a argumentação anterior, podemos afirmar que a espiritualidade metodista se expressa exatamente na convergência dessas experiências de Wesley. Tomar qualquer uma delas isoladamente implicaria no empobrecimento e na distorção das intuições mais significativas de Wesley. Se mantivéssemos, com exclusividade, respectivamente o que se passou em cada um desses momentos marcantes, o resultado final seria ou o moralismo árido e vazio, ou o emocionalismo estéril e insano, ou ainda o ativismo social inconseqüente e sem direção. O mais lamentável nesse processo é que essas alternativas não atendem nem ao ponto de vista teológico amadurecido de Wesley nem às atuais exigências da missão no continente latino-americano”. (Fazendo teologia numa perspectiva wesleyana, José Carlos de Souza, CAMINHANDO, 300 anos John Wesley, Revista da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista, Universidade Metodista de São Paulo - UMESP, Ano VIII, nº 12 - 2º semestre de 2003, EDITEO, São Bernardo do Campo - SP, 2003Pág. 132 - 133).

            “A essa altura, cumpre lembrar a advertência que Leonardo Boff, há alguns anos atrás, refletindo sobre a Santíssima Trindade, formulava. Ele denunciava a tendência, hoje ainda mais visível e operante, de vivenciarmos o encontro com o Deus Trino de modo completamente desarticulado, fixando-nos ora numa religião do Pai (autocrática e legalista), ora numa religião do Filho (populista e horizontalizante), ora numa religião do Espírito (individualista e emotiva. O quadro abaixo sugere uma interpretação teológica das experiências de John Wesley, intentando estabelecer uma correlação com a análise do teólogo brasileiro”. (Fazendo teologia numa perspectiva wesleyana, José Carlos de Souza, CAMINHANDO, 300 anos John Wesley, Revista da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista, Universidade Metodista de São Paulo - UMESP, Ano VIII, nº 12 - 2º semestre de 2003, EDITEO, São Bernardo do Campo - SP, 2003Pág. 133).

Ano
Experiências de Wesley
Distorções da Espiritualidade
Distorções Teológicas
Teologia e Prática Cristãs
1725
Busca da Santidade integral
Moralismo
Religião do Pai
Fé na Trindade
1738
Coração Aquecido
Emocionalismo
Religião do Espírito
e
1739
Conversão ao Povo
Ativismo
Religião do Espírito
Espiritualidade Integral

(Fazendo teologia numa perspectiva wesleyana, José Carlos de Souza, CAMINHANDO, 300 anos John Wesley, Revista da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista, Universidade Metodista de São Paulo - UMESP, Ano VIII, nº 12 - 2º semestre de 2003, EDITEO, São Bernardo do Campo - SP, 2003Pág. 131 - 133).

            “Para fazer frente a tais distorções, tão comuns dentro e fora dos limites metodistas, convém retomar com insistência essa espiritualidade que, pelo menos, em sua manifestação histórica primeva, soube articular, de forma teologicamente sadia, a relação com a Trindade, com todas as conseqüências práticas daí decorrente”. (Fazendo teologia numa perspectiva wesleyana, José Carlos de Souza, CAMINHANDO, 300 anos John Wesley, Revista da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista, Universidade Metodista de São Paulo - UMESP, Ano VIII, nº 12 - 2º semestre de 2003, EDITEO, São Bernardo do Campo - SP, 2003Pág. 134).

Para estudo sobre o Clube Santo com os Jovens e Juvenis em JF
Rev. Sergio Arantes Pinto
                                      Juiz de Fora, 7 de maio de 2005

Revista Foco da Fé

Com alegria, quero compartilhar com os amigos mais uma publicação. Agradeço aos autores e aos co-organizadores pela parceria. Valeu Mois...