Achando a Moeda Perdida

Pessoa alguma gosta de perder coisa alguma. A perda de algum objeto provoca-nos uma série de inquietações. E quando perdemos alguma coisa importante ou de valor, ficamos ainda mais inquietos e ansiosos. Entretanto, uma coisa é certa: convivemos com perdas todos os dias da nossa vida. Algumas dessas perdas são simples, outras mais complexas. Mas quando achamos o que perdemos, invade-nos uma alegria que é similar à manifestação do Reino de Deus. Aliás, Jesus comparou a alegria do encontro da moeda perdida, por parte da viúva, com o Reino. Assim diz o texto em Lucas 15. 8-10 Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar? E achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida. Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende Como é inusitado o fato de Jesus usar uma metáfora bastante corriqueira assemelhando-a ao Reino de Deus. O que ressalta nesse relato é que a alegria do reencontro do que estava perdido tem a ver com a explosão do Reino nas vidas humanas. A palavra chave nessa parábola é a palavra reencontro. Somente se reencontra aquilo que fazia parte do cotidiano e que foi perdido. Assim, a alegria do reencontro é a tônica central do texto bíblico. Nesse ponto, em específico, preciso esclarecer que a dimensão do reencontro tem a ver com a vida e suas múltiplas manifestações. Ora, todos temos tido o privilégio de viver, mas, às vezes, deixamos de lado o aspecto central da qualidade de vida. Então, vez por outra, nos deparamos com sinais e vestígios significativos que nos reconduzem a uma nova vida. O encontro da vida na vida provoca a alegria do reencontro e, consequentemente, a novidade de vida que, em outras palavras, é o próprio evangelho. Quando nos encontramos com a vida na vida, temos a oportunidade de celebrar a nova vida. Aliás, esse encontro com a vida na vida é o que garante a todos nós a leveza em nossos relacionamentos. Passam-se a angústia, a ansiedade, o sentimento de perda e se instalam no ser a alegria, o equilíbrio e a estabilidade dentro do fundamento da liberdade. Eu, particularmente, quero convidá-lo(a) a encontrar mais vida na sua vida, provocando, assim, muitos reencontros. Reencontre-se consigo, com os familiares, com os amigos, com Deus; reencontre-se com os prazeres, com a boa comida, com o lazer, com a sexualidade; reencontre-se com os valores, a ética, a liberdade, a humildade; reencontre-se, enfim, com o que você perdeu. Aquilo que você perdeu ou que ainda está perdido: reencontre. Vale a pena esse reencontro. Há festa no céu quando o pecador se arrepende da velha vida e encontra a nova vida. Pelo menos, no amplo leque desses reencontros, você terá a oportunidade de perceber um lampejo dessa dimensão maravilhosa que conhecemos e chamamos Reino de Deus. Sejamos felizes em nossos reencontros.

Comentários

Sara disse…
Ontem eu estava no parque falando com um amigo sobre a Petshop on-line e encontrado na grama uma moeda antiga. Eu estou indo para ir a um especialista para me contar a história do dinheiro.

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