Cremos em Jesus Cristo - Capítulo 4 do livro de Stokes

No quarto capítulo do livro As Crenças Fundamentais dos Metodistas (São Paulo, 1992), Stokes afirma que o maior evento da história é a vinda de Jesus Cristo ao mundo. (p. 43). Em Cristo, a eternidade nos desvendou seus segredos. De igual modo, em Cristo, toda pessoa “pode reclamar seu direito de receber a graça de Deus e tornar-se uma nova criatura”. (p. 43). Jesus se envolveu com as pessoas de forma inigualável. E nessa nossa percepção reside um dos fundamentos da nossa fé. “Nós nos unimos aos antigos apóstolos e aos outros cristãos na afirmação de que ‘Deus estava em Cristo reconciliando o mundo’ (2 Co 5.19)”. Entretanto, como podemos visualizar Deus em Cristo de forma mais aprofundada? Stokes apresenta três abordagens: 1. Deus na compaixão de Jesus: Na compaixão de Jesus pelas pessoas, vemos Deus. Quem eram essas pessoas? “Não eram pessoas cultas. Eram pobres, doentes e escravizados pela tirania das convenções e costumes. [...]. Ele sofria coma angústia da sua fome, as privações da sua pobreza e a dor das suas enfermidades” Jesus se compadecia com as pessoas (Mt 15.32; Mc 8.2), como no caso de Bartimeu (Mc 10. 46-52). (p. 45). Ora, a compaixão de Jesus não era algo novo, mas a própria manifestação da compaixão eterna de Deus pela sua obra criada. 2. Deus está no conceito que Jesus tem do ser humano: Jesus considerava todas as pessoas iguais diante de Deus. Ele não fazia acepção de pessoas. Portanto, “ele atacava veementemente a praga crônica da raça humana, que tem levado os orgulhosos de todos os tempos desprezarem seus semelhantes”. (p. 46). Na concepção de Jesus, todas as pessoas estavam no mesmo nível diante de Deus. A Atitude de Jesus está em acordo com o fato de que, ao longo da história, deus nunca fez acepção de pessoas. (At 10. 34-35). 3. Deus no poder de salvação de Cristo: Em Jesus, Deus convence o ser humano do seu pecado, ajudando a vencê-lo. Os discípulos perceberam o poder de Jesus, conforme Atos 2.36. De fato, para os discípulos, Jesus era o salvador do mundo. Diante do assombro dessa revelação, Stokes pergunta: “Será esta poderosa obra de Cristo somente uma estranha força comunicada por um aldeão judeu do passado? Não! É o eterno Deus agindo redentoramente no Salvador vivo. É Deus em Cristo, perdoando e vencendo o pecado, e atraindo-nos para si. Assim falou Jesus: ‘E eu, quando for levantado da terra, a todos atrairei para mim’ (Jo 12.32). (p. 48). Assim, cremos em Jesus por se tratar ele de uma autêntica revelação da essência de Deus ao mundo.

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