INQUIETANTES PALAVRAS DO FILHO DO HOMEM


Nós temos dúvidas em relação ao Dia do Juízo final ou Dia do julgamento final. Uma importante consideração inicial sobre o assunto é pautada pela idéia de que não há possibilidades de pessoa alguma saber o que realmente vai acontecer. Existem muitas especulações e poucas certezas. Talvez, a maior de todas as certezas se configura no fato de que, ao final dos tempos, nos encontraremos com Jesus.
De qualquer forma, vez por outra surge a pergunta: Como vem o filho do homem? Antes de considerarmos a pergunta, cabe-nos argüir sobre um pormenor: por que “Filho do Homem” e não “Filho de Deus”? Ora, Mateus tem um cuidado peculiar de não usar o nome de Deus em vão. Então ele utiliza a expressão filho do homem. E esse filho do homem vem na sua majestade, com todos os anjos e se assentará no trono da sua glória. Assim ele se encontrará com as pessoas. Mas como se dá esse encontro?
Segundo o relato bíblico, todas as nações se reúnem na sua presença. Então Ele separa uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas, sendo que as ovelhas ficam à sua direita e os cabritos ficam à sua esquerda. E o filho do homem dirá...
... AOS DA DIREITA
Vinde benditos de meu pai, entrai no gozo eterno porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era forasteiro e me hospedastes, estava nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; preso e foste ver-me. O que acho mais curioso é o fato de que eles não sabiam por que estavam entrando no gozo eterno. Por isso, eles perguntaram: Quando foi?
O filho do homem, agora na configuração de rei, responde: Em verdade vos afirmo que sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Decorre dessa assertiva uma pergunta: quem são os pequeninos de Jesus? Ora, os pequeninos são, indubitavelmente, todos os que sofrem as angústias e injustiças desse mundo.
... AOS DA ESQUERDA
Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e seus anjos, porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; era forasteiro e não me hospedastes, estava nu e não me vestistes; enfermo e não me visitastes; preso e não foste ver-me. E a mesma pergunta farão: Quando foi?
O filho do homem responde: Em verdade vos afirmo que sempre que o deixaste de fazer a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o deixastes de fazer. Para estes não sobra alternativa, a não ser o castigo eterno.
Às vezes, me pergunto o porquê de um discurso tão duro, se Deus é amor. Ora, o evangelista Mateus escreve para os judeus da diáspora (dispersão) que estavam vivendo todo tipo de situações complexas, principalmente no que se refere às perseguições por causa da profissão de fé. Diante dos seus dramas, os judeus cristãos deveriam responder de alguma forma, e Mateus os exorta a responderem de uma forma diferente. Dizendo não a indiferença. Assim, estes mesmos judeus, diante das suas lutas pessoais, não poderiam deixar de ser solidários e amorosos com os pequeninos. E Mateus ainda insiste no fato de que eles deveriam agir sem esperar nada em troca. Mateus procura fugir da lógica da indiferança.
Se há uma esfera na vida, totalmente perniciosa, essa esfera é a indiferença- egoísta – que pensa somente em si. O que condena o ser humano é esse tipo de atitude. Fugindo da lógica do pensar somente em si e partindo para ação solidária junto aos pequeninos, sem barganhas, estamos fazendo algo a Ele.
E o que isso significa para nós, então? Como Igreja, temos que ter uma ação mais específica em relação aos pequeninos. Se temos um coração adorador, torna-se crucial a nossa dedicação em projetos que auxiliem a quem está à deriva da vida. Uma pergunta eu poderia sugerir a todos nós para outras reflexões: Quais ações poderíamos realizar com o intuito de melhor nos posicionarmos como cristãos (ãs) nesse mundo? Independente da resposta que vamos dar, torna-se fundamental pedir a Jesus sua ajuda.

Comentários

Sua reflexão me motiva a falar do que não quero, mas devo...

Postagens mais visitadas